4 - Sua vez

Tomar uma decisão muito séria.

Toda espera chega a um fim, e agora você está no topo da fila de adoção. Neste momento você poderá ser chamado a qualquer hora para saber sobre uma criança.

Esse procedimento varia muito de uma comarca para outra. De qualquer forma, você irá conhecer parte da história da criança, talvez veja uma foto,  e deverá tomar a decisão de prosseguir ou não. Se você desistir não irá perder seu lugar na fila. Mas esse é o momento mais sério de todo o processo. É importante que a decisão seja tomada de forma firme e consciente. Não se acanhe e faça todas as perguntas que quiser sobre a criança. Pergunte se está indo à escola e se alguém está acompanhando, se tem irmãos ou outros familiares. Pergunte como está o processo para destituir os pais, parte essencial do processo de adoção.

Ouça essas informações com cuidado. Uma criança num abrigo é diferente de uma criança numa casa de família. Sozinha ou no abrigo é provável que ela irá mal na escola, não terá a saúde nem o comportamento ideal. São coisas que precisam de cuidado e atenção, são coisas que precisam de uma família.

Se você disser sim, uma criança saberá que alguém vai conhecê-la, que há uma pessoa candidata a mãe ou a pai, e que é possível que ela saia do abrigo. Pense muito antes de dar uma esperança, porque se você mudar de ideia, essa criança saberá que alguém desistiu dela, mais uma vez. Pense bem.

Lembre-se que não existem crianças perfeitas. Mesmo os filhos biológicos não são perfeitos, e os pais, que também não são perfeitos, os amam como são. Mas lembre-se também que, as decisões que você tomar aqui não poderá mudar de forma simples.

Perguntas

Quantas vezes posso recusar a criança?

Não há um número, mas se você recusar muitas vezes, a Vara da Infância vai pensar que você realmente não está pronto para a adoção.

Posso pedir para tirar meu nome do topo? Esperar um pouco mais?

Às vezes, na hora de ser chamado para ver uma criança, você está com problemas, como parentes doentes, mudança de emprego, essas coisas. Você pode conversar com a Vara da Infância e pedir um prazo. Isso vai depender de cada Vara. Algumas podem aceitar, outras podem perguntar o que você faria se já tivesse filhos e essas coisas acontecessem. Quem tem filhos não pode "dar um tempo".