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O que parece uma pergunta inocente para qualquer um, para alguns pais é a dor do dedo na ferida. Conferir a paternidade dealguém, mais que invasão à privacidade, pode representar o constrangimento de tocar num assunto delicado e o enxerido arrisca-se a ouvir uma resposta malcriada.

Pais adotivos, por exemplo, odeiam essa pergunta. Presenciei muitas queixas e ouvi as mais variadas respostas possíveis para essa simples pergunta nas várias atividades ligadas à adoção em que me envolvi nos últimos anos e no meu círculo de amigos – também pais adotivos. Aliás, eu mesma estive nesse lugar de ver contestada minha maternidade, não só em relação a meu filho adotivo, mas também ao caçula, gerado por mim.