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01 Steve-Jobs full

Steve Paul Jobs nasceu em São Francisco, filho de Joanne e Abdulfattah. Ela era filha de alemães católicos, enquanto ele era membro de uma proeminente família síria proprietária de poços de petróleo, empresas e propriedades agrícolas. Ambas as famílias não gostavam do relacionamento do casal. Quando Jeanne descobriu que estava grávida, o casal ficou muito assustado. Assumiram o bebê mas as famílias eram contra o casamento, e recomendaram que o bebê fosse dado para a adoção. Mesmo com sérios problemas de saúde, Jeanne pensava no futuro do bebê, e exigiu que seu filho fosse adotado por um casal com pós-graduação universitária, pois queria um futuro brilhante para ele. Inicialmente, o bebê seria adotado por um advogado e sua esposa que acabaram desistindo da adoção após o parto, pois queriam uma menina.

- O Serginho é adotado?? - diz Pedrinho, surpreso.

- Sim, ele é. Você nunca reparou como ele é diferente dos pais? - pergunta o pai.

A mãe do Serginho era do tipo atlético: academia, maratonas, conversa fazendo alongamentos. O pai é mais tranquilo, meio bonachão. Ambos tem pouco menos de 30 e de um branco louro quase norueguês, pouco comum no Rio de Janeiro. Serginho é o que chamamos de moreno, bem moreno.

- Hummm … não. Crianças são diferentes. - e esquece do pai e do mundo, vidrado no video game.

 

superhomem rosto

De todas as histórias de adoção, nenhuma é tão famosa quanto a do garoto enviado de outro mundo e achado por um casal já idoso. Mesmo assustados com um foguete no meio do campo eles decidem cuidar do pequeno bebê que está dentro dele. Eles decidem ser responsáveis que aquela pequena vida, que eles não sabiam viria a ser o super homem.

  

Dona Rosa está chegando a sua casa quando vê Das Dores. Sua vizinha está na janela com uma cara que Rosa já conhece. Na varanda da casa de Rosa, no canto encima de um pequeno banco, está seu orgulho, a maior samambaia chorona do bairro. Hoje a samambaia está ainda maior, acrescida de uns cachos de cabelos castanhos que não param de mexer. Rosa vê e fala:
- Se alguma coisa acontecer a minha samambaia, eu corto seus cabelos e planto no lugar da samambaia. 
A samambaia para.
- Quer uns biscoitos?
Silêncio. 
- Quer um suco de limão? 
Mais silêncio. 
- Minha casa não é buraco pra tatu ficar se escondendo. Ou entra ou deixa minha samambaia em paz. 

O que parece uma pergunta inocente para qualquer um, para alguns pais é a dor do dedo na ferida. Conferir a paternidade dealguém, mais que invasão à privacidade, pode representar o constrangimento de tocar num assunto delicado e o enxerido arrisca-se a ouvir uma resposta malcriada.

Pais adotivos, por exemplo, odeiam essa pergunta. Presenciei muitas queixas e ouvi as mais variadas respostas possíveis para essa simples pergunta nas várias atividades ligadas à adoção em que me envolvi nos últimos anos e no meu círculo de amigos – também pais adotivos. Aliás, eu mesma estive nesse lugar de ver contestada minha maternidade, não só em relação a meu filho adotivo, mas também ao caçula, gerado por mim.